PUNK CASANOVA


Saia já daqui!

A partir de agora estarei postando meus textos no Quero te Contar. Aqui fica só este arquivocom o que foi publicado até hoje.

Valeu!

Gus

Escrito por Gus Bozzetti às 00h12
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Histórias Coloradas

Esse é o meu texto que saiu no livro do Internacional, Histórias Coloradas II, sobre a conquista da Taça Libertadores da América em 2006.
É tudo real. :-)

Quando éramos gigantes

Nasci colorado.
Minha lembrança mais antiga é de estar dentro do Fusca vermelho do meu irmão comemorando o bi-campeonato brasileiro. Na época eu tinha 3 anos. Não lembro de nenhum jogo, de nenhum lance, de nenhuma imagem. Mas lembro do espírito inflamado de toda a família e da felicidade de meu pai.
O tempo foi passando e em 1979 outra vez campeão. Lembro da comemoração, da Av. Ipiranga lotada, das bandeiras vermelhas e de um sentimento que fazia o coração ficar pequeno para tanta alegria. Mas não lembro de nenhum lance, de nenhum jogo.
Depois a longa espera. E durante essa espera eu escutava de meu pai e meus irmãos mais velhos histórias sobre gigantes. Sobre jogadores que sob o manto rubro fizeram o planeta tremer. Histórias de Figueroa, o gol iluminado em 1975. Um gigante acima dos zagueiros cruzeirenses. Assim como gigantes foram Dario e Valdomiro, contra o Corinthians em 76. E o que dizer das coisas que escutei sobre quem talvez tenha sido o maior entre todos esses gigantes, ele que chegou a ser rei em terras distantes. Falcão. O maior dos gigantes. O gigante de 79.
No entanto, esses eram gigantes que não vi jogar. Não ao vivo, no campo.
São gigantes que existem apenas nas imagens que criei a partir dos relatos dos mais velhos. Relatos que umedeciam seus olhares e que apertavam as suas gargantas. Relatos de quando éramos gigantes.
E assim seguimos. Anos amargando o olhar superior de nossos adversários, o nariz em pé e os deboches. Mesmo assim continuávamos colorados, cada vez mais. Nada vai nos separar.
Então chega 2006. Chega a Copa Libertadores da América. Chega o dia 16 de agosto.
Naquele dia pude constatar com meus próprios olhos o que meu pai sempre havia me falado. Naquela tarde fria, ainda na fila esperando para entrar no Beira-Rio, comecei a entender o que era ser um gigante.
Ser um gigante é ser colorado.
É ser 100% entrega e doação. É ser Clemer, ser Ceará, ser Índio, Bolivar , Eller e Jorge Wagner. É ser Edinho. Tão contestatdo, tão importante. Um gigante. É ser Tinga e Alex. É ser Sóbis. Menino. Vermelho no olhar. Coração na chuteira. É ser Fernandão. Capitão América. Gigante maior.
Ser gigante é ser cada um dos presentes naquele estádio. Seja pulando e cantando nas arquibancadas, seja em espírito, de longe, pelo radinho, pela TV ou em pensamento. Ser gigante é soltar um grito que ecoou noite adentro e ainda hoje ecooa pelos 4 cantos do mundo.
Ser gigante é ter gravado permanentemente na memória cada um dos momentos daquele dia. Poder fechar os olhos e ver em camera lenta cada movimento do jogo. Ver a bola escapar das mãos de Ceni e nosso capitão empurrá-la para dentro do gol. É ver mais uma vez Fernandão usar a cabeça e deixar Tinga, símbolo, fazer a alegria de uma nação em vermelho e branco. É ver que é a vez Clemer se mostrar gigante e crescer na frente dos atacantes adversários. É ver Sóbis, como menino que ainda é, correr com a bandeira gigante do clube ao redor do campo.
Não me contaram essa história. Essa eu vi.
Nessa eu fiz parte dos gigantes.
E foi ali, sentado no cimento do Gigante da Beira-Rio, que entendi por completo o que significava quando meu pai dizia que éramos gigantes. Éramos gigantes porque o sentimento que nos une é maior, a causa pela qual lutamos é maior. O clube pelo qual torcemos é maior.
Hoje entendo que o nariz em pé de meus adversários não era arrogância, mas sim a tentativa de olhar um gigante nos olhos.



Escrito por Gus Bozzetti às 23h46
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O mundo está menos macho

Faleceu ontem, dia 27 de novembro, Jece Valadão. Ator de clássicos como Bonitinha mas Ordinária, Boca de Ouro e Os Cafajestes ficou famoso por incorporar o espírito do mais chinelo do macho latino. Seu filme mais recente foi Garrincha, estrela solitária e sua última aparição na TV foi no episódio Tem Pai que é Cego, do programa Sob Nova Direção. Em memória ao finado Jece assistirei logo mais Man's World, no Calnal FX. ZIG, Zag, Zig, Zag, Hoy, Hoy, Hoy!

Escrito por Gus Bozzetti às 09h39
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O DESIGN E EU

O que é design?

O Secco, que é grande amigo meu, está trabalhando na área de design da Unisinos e me pediu uma ajuda com estas questões:

O design pode mudar o mundo ou apenas a embalagem do xampu?

"O design não muda o mundo, pessoas mudam o mundo. MILTON GLASER"

Respondo: a embalagem do xampu pode mudar o mundo. Explico melhor. Com certeza o design pode mudar o mundo e mesmo o design de uma embalagem de xampu pode ajudar nesse processo, pois o que muda o mundo é a atitude das pessoas e essa pode ser transformada a partir do design. Imagine uma embalagem de xampu que não fosse de plástico, mas sim de material biodegradável, que não agredisse à natureza, ela já estaria contribuindo para mudar o mundo. E isso é design.
Design não é só a forma, mas sim a aplicabilidade dessa forma.
Outro exemplo que me ocorre é o das escovas de dentes. Hoje em dia é muito mais simples para uma criança se sentir atraída e incentivada a escovar os dentes, pois as escovas são convidativas à prática. Mais anatômicas, com a cabeça menor, mais coloridas, tudo para fazer com que a criança sinta vontade de usar aquele produto. Se utilizado da maneira correta, isso ajuda a mudar o mundo. Se mais crianças forem levadas a escovar os dentes, menos crianças com cáries existirão, menos doenças e assim por diante.
Muitas vezes uma cor ou uma forma, sem nem entrar no mérito dos materiais, podem ajudar nessa transformação. Se a cadeira é desconfortável, me causa dor nas costas, me deixa de mau humor, produzo menos no trabalho, meu chefe fica de mau humor, me demite, bebo no bar, bato na mulher e nas crianças… é claro que é um exagero, mas uso isso apenas para exemplificar que o design influi diretamente nas attitudes das pessoas.

"Design é o meio e não o fim em si. TIBOR KALMAN"



O senso estético do design pode virar senso comunitário?

"Todas as pessoas têm disposição para trabalhar criativamente, o que acontece é que a maioria jamais se dá conta disso. TRUMAN CAPOTE"

Respondo: Nós, seres humanos, somos sensíveis a todo tipo de linguagem que usamos para nos expressar, seja ela oral, corporal ou visual.
Nesse sentido o senso estético pode sim virar senso comunitário, uma vez que foi através da arte que o homem representou e entedeu a si mesmo e ao mundo ao seu redor. O senso estético é uma maneira de apreender o mundo e atuar sobre ele.
Sendo assim, temos todos, com mais ou menos facilidade, a capacidade de entender os códigos e assimilar o senso estético do design tornando-o um senso comunitário.
"Imaginar é mais importante do que saber, pois o conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abarca o universo. ALBERT EINSTEIN"


Você pode recriar um ambiente com design? E um meio-ambiente?

"Não entendo quem tem medo dos vãos livres. O espaço faz parte da arquitetura. OSCAR NIEMEYER"

Creio não haver dúvidas de que um ambiente possa ser facilmente modificado através do design. Uma luz, a simples redistribuição dos movies, uma parede a menos ou a mais, um pequeno toque e o ambiente se transforma. O assunto não só é simples como de interesse geral. É só dar uma olhada na TV onde proliferam os programas de “redecoração” de casas dando-lhes um “novo ar” (embora nem sempre de bom gosto). Mas não só de decoração podemos falar aqui, há também os avanços tecnológicos de materiais que propiciam criações arquitetônicas mais elaboradas e com um custo menor.
Quanto ao meio-ambiente, me detenho em dois aspectos: materiais e espaço.
O uso de materiais reciclados e biodegradáveis na elaboração de novos produtos e embalagens terá uma significativa importância a partir de agora para o design. Com os recursos naturais se esgotando e a população consumidora tomando cada vez mais consciência do mal causado pela poluição e pelo desmatamento, sera necessário que nós designers procuremos novas maneiras de fazer o que já foi feito, para que possamos agredir o mínimo possível o ambiente natural.
Veja que falo aqui sobre modificar o que já fizemos ao meio-ambiente, uma vez que muito do estrago que existe hoje em dia é fruto de trabalhos anteriores, que não levaram em consideração os danos à natureza.
O uso racional dos espaços sera uma das metas mais importantes daqui para frente em termos de design. A população mundial aumenta gigantescamente e aos poucos as cidades vão crescendo até se transformarem em um cerdadeiro caos, onde são destruídas por sua própria fúria.
Repensar as cidades e os espaços urbanos será de extrema importância no cenário futuro, e porque não, atual, do design.
Não sei se conseguiremos recriar o meio-ambiente com o design, mas com certeza já criamos um novo. Espero sinceramente que possamos criá-lo daqui pra frente de forma mais inteligente e sensate.

"Seja a mudança que você quer ver no mundo. DALAI LAMA"

Você pode entrar também no site do debate e deixar suas opiniões.
Vale uma passada com certeza.



Escrito por Gus Bozzetti às 18h53
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TURANDOT

Volto depois de um tempão.
Pra recomeçar vai ae a primeira Versão Tabajara Gus Bozzetti de Óperas famosas.
Começo por TURANDOT, porque tem Nessum Dorma, que eu acho foda de bom.



Um rei chinês, que tomou a Pérsia, põe uma regra que pra casarem com a filha dele. O cara que quiser tem que acertar 3 perguntas que a princesa fizer... a mina tem uns traumas e também tá afim de sacanear os peão... dae assim, se acertar, casa, se errar morre.

A princesa se chama Turandot, que significa filha de Turan, que é o nome de alguma coisa que não lembro se é o rei ou a cidade (é a cidade).

Dae chega esse principe de Tartary e vê que tem um cara que vai ser morto por que era persa e o rei chinês ta decaptando os persas tudo.

Esse cara que vai morrer é o pai há muito desaparecido do príncipe .

Dae ele pede o perdão do rei chinês pro véio, mas a princesa vem na janela e manda matar o velhote.

Dae o príncipe se apaixona por ela, mas tem uma mina que acompanha o pai dele que tá curtindo ele tb, bem novelão.

Dae ele resolve que vai responder as perguntas da princesa sacana.

Dae vêm as perguntas:
O que nasce toda noite e morre toda a manhã?
- Esperança

1X0 pro príncipe

Oque é quente e vermelho mas não é o fogo?
- Sangue

2X0 pro cara de Tarnary

O que é frio como o gelo, mas queima?
- éss tu, Turandot

3X0 pro príncipe

A multidão vai a loucura!!!!!!!!!

Mas dae a mina não quer casar por nada e o príncipe faz um proposta: descobre meu nome até o amanhecer e dae pode me matar.

Se ela não descobrir eles tem que casar.

Dae é que entra Nessun Dorma.

O rei pede pra ninguém dormir até que descubram o nome do cara...

Dae ele, o príncipe, canta Nessum Dorma, meio que se arriando.

Manda a princesa olhar as estrelas e implora pras estrelas descerem e o sol nascer pra que ele vença.

Dae a Turandot filha da puta chama a mina que tá apaixonada pelo cara e diz: me conta o nome dele ou eu te mato; a mina não conta e morre.

Dae todo mundo fica puto com a princesa.

Dae o Puccinni, que tava fazendo a ópera morreu.

Na real.

Dae uns outros cabeças vieram pra terminar a história.

Dae o príncipe vai na casa da princesa antes do sol nascer e diz pra ela o nome dele, que é Calaf e deixa na mão da mina. Se ela quiser, pode contar que descobriu e dar cabo da vida dele.

Dae ela vai entregar ele, mas ele tasca um linguaralho na mina e ela se derrete toda.

Dae ela vai até o pai dela, a gurizada toda reunida e ela vem e grita: já sei o nome dele:

"O NOME DELE É ... AMOR!"

fim

Escrito por Gus Bozzetti às 11h06
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TUDO ESTÁ PARADO

Aos Campeões da América



Dizem que é em momentos como esse, de extrema felicidade, que o tempo pára. Pois é assim que está a América Colorada. Parada. Desde o momento em que Horacio Elizondo silvou o apito final da partida, na fria noite de 16, quase 17 de agosto de 2006 o mundo parou. Parou par aver a invasão vermelha do exército mais apaixonado do mundo. Um exército que se entrincheirava há 97 anos esperando pela glória máxima da conquista do continente. Agora é nosso. Ninguém tira.

Incrível como ao sair do Beira-Rio aquela noite tudo parecia calmo. Apesar da festa, da gritaria, dos foguetes, tudo estava calmo. Tudo ao redor estava desfocado e meus pensamentos iam longe. Caminhei com os Colorados enquanto as pernas aguentavam e já de manhã cheguei em casa exaurido.

A manhã de quinta-feira na existiu, auto-declarei um mini-feriado e acordei ao meio-dia. O mundo continuava nublado. O vermelho que sempre me aqueceu, agora aquecia toda a cidade, toda a América.

Ainda parecia um sonho e eu me sentia leve de uma maneira que não me lembro de ter me sentido antes. Um sentimento de missão cumprida. Não escutava nada ao meu redor, pois na minha cabeça ainda ecoavam os cantos da torcida no Beira-Rio. A visão turva dos olhos que lacrimejavam sem parar.

Tudo emociona. Rever os gols, as entrevistas, os torcedores. Lembrar da noite anterior pulando na arquibancada acompanhado das pessoas que mais amo. Lembrar do roubo do ano passado e da torcida gritando tetra-campeão no aeroporto. Lembrar da noite em que eu liguei chorando pro meu irmão gritando que time grande nunca cairia para a segunda divisão. Lembrar de entrar no Beira-Rio com o pai subindo a rampa das cadeiras bem devagar, por causa da asma. Tudo emocionava.

A tarde passou molenga, quase cremosa. Nada povoava meus pensamentos a não ser a doce sensação de estar no meu lugar de direito.

À noite voltei para casa. Mais lágrimas a over o video onde o menino Rafael Sóbis corria de um lado pro outro com uma bandeira do Internacional gigantesca até cair enrolado com ela ao chão, arrancando da torcida um grito de agradecimento como eu nunca havia visto um jogador receber.

Hoje já é sexta-feira. Quase 40 horas se passaram do maior jogo da minha vida. Ao redor tudo continua doce e anuveado. Nada consegue tirar um sorriso que parece eterno em meu rosto. Os olhos ainda se umedecem a cada lembrança, a cada imagem. Será assim por um bom tempo.

Dediquei esse título pro meu pai, que foi o começo de toda essa minha loucura por futebol. A partir de agora sinto como se estivésse quites como torcedor. Vou começar do zero. Torcer como sempre, mas com outras motivações. Que venham as plagas distantes. Estamos prontos!


Escrito por Gus Bozzetti às 17h25
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Carta Aberta ao Presidente Fernando Carvalho




Caro Fernando,
Onde começa a nossa história? Em 1909, na fundação do Internacional? Na década de 70, quando formamos o maior time do país ou quando meu pai pela primeira vez me enrolou na camiseta rubra que me aquece até hoje? Em 2002, quando começastes a reformular nosso time? Fernando, a história que quero te contar começa agora, mais precisamente ontem. Logo depois do término do jogo entre São Paulo e Guadalajara. Estávamos no bairro Moinhos de Vento e pegávamos o carro, eu e meu primo, para voltarmos para casa, na zona norte de Porto Alegre. Eis que surge a idéia: vamos dar uma passada no Beira-Rio. Daquele momento em diante, logo depois da meia-noite, se iniciou um processo que ainda não cessou. Em silêncio passamos devagar em frente ao nosso estádio, olhamos a Bandeira vermelho e branca, que tremulava no frio dessa madrugada. Olhamos o relógio que marcava 975 dias para o nosso centenário. Demos a volta pela Av. Beira-Rio e um único pensamento passava por nossas mentes: daqui há algumas horas essas ruas desertas e frias se transformarão num mar vermelho e quente, como sangue escorrendo em direção ao jogo.
Cheguei em casa quase uma hora da manhã, precisava acordar cedo no dia seguinte, o trabalho chamava. Mas antes de dormir ainda tinha um ritual. Organizar a camiseta, a bandeira e a almofada (onde se lê: aqui senta um tri-campeão brasileiro invicto!) para o dia seguinte. 1:45hs. Vou deitar. O sono não vem. Meu sangue não corre mais, ferve. Em minha cabeça apenas as cores vermelho e branco, o estádio lotado. Ao fundo escuto todos gritando a uma só voz que nada vai nos separar. Colorado! Colorado! Durmo cantando.
Acordo. Atrasado. Roupa vermelha. Touca e jaqueta, para espantar o frio de 8ºC que faz nessa manhã. Pego a mochila com o fardamento e a bandeira e vôo para o trabalho. A maçã, café da manhã, é deglutida no taxi. Chego ao trabalho, onde divido a sala com um colega e o chefe. O colega, gremista. O chefe, são paulino. O assunto não poderia ser outro. Libertadores. Começo a trabalhar, mas meu cérebro está congelado em um só pensamento. O jogo. E assim transcorre a manhã, lendo todos os jornais, sites e e-mails relativos ao embate de logo mais. Não vejo a hora de meu irmão e meu primo buzinarem lá embaixo e eu descer correndo, camiseta já vestida, bandeira desfraldada.
Nesse momento de fantasia explícita, me vem à cabeça um lampejo de realidade. O jogo ainda nem iniciou. Ainda não ganhamos nada. Mesmo ganhando hoje, ainda não teremos sido campeões. Mas mesmo assim, eu acredito. E é nesse momento de realidade que me reporto a ti, Fernando. Quero te agradecer. Quero te agradecer por teres acreditado. Te agradecer por fazer de hoje um dia mágico na minha história e na história de todos os colorados. Mesmo sem termos ganho a partida ou o título, já ganhamos outra coisa. Ganhamos o direito de acreditar. Direito este que só é concedido aos grandes. A todos é concedido sonhar, a nós, grandes, é permitido acreditar. E é por isso Fernando, que hoje 40 mil sócios acreditam, os 50 mil presentes mais tarde no estádio acreditarão. Por que tu nos desses esse direito.
Hoje vou ao Beira-Rio acreditando na vitória.
Obrigado, Fernando!
Obrigado por fazer o mundo lembrar o quanto somos grandes e que podemos acreditar!
Teu sócio,
Gus Bozzetti.



Escrito por Gus Bozzetti às 18h08
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MELHOR FRASE DO DIA

"Só entraremos de vez no terceiro milênio o dia em que uma nave espacial nossa usar o braço mecânico para fazer uma banana para todos os argentinos de uma vez só."
Roubada diretamente do blog do Menezes, lá no Insanus.
Mais um feriado que não irei para Buenos Aires.

Escrito por Gus Bozzetti às 09h23
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CANCELEI MINHA ASSINATURA

Olha só, eu sei que o tempo de todos é curto, que tem trabalho escorrendo pelos ouvidos, família, cinema e tudo o mais da vida no dia da gente, mas por favor, dediquem uns minutos, talvez meia-hora, e leiam esse texto. Minha assinatura da revista foi cancelada (eu assinava fazia 4 anos) e um e-mail está sendo enviado para a editora.


Escrito por Gus Bozzetti às 17h48
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HQ

Se alguém tiver essa revista para vender, eu gostaria de comprar.
Eu tinha, mas a minha sumiu.



Escrito por Gus Bozzetti às 11h35
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CUECAS E CALCINHAS

BAH!
Dando um furungada na internet agora de manhã, achei um texto antigo meu, de 2001, quando eu trabalhava na redação da Trip Para Mulher.
Foi um texto que eu fiz na galinhagem para mandar pras gurias da redação e acabou sendo publicado no site 02 Neurônio, da Nina Lemos, amigona das mais legais que fiz em São Paulo.
Agora, quase 5 anos depois, vejo que o texto ainda diz muito sobre a realidade atual dos relacionamentos homem X mulher, por isso vou insistir com ele.

segue o texto:



Você sabe que cueca ou calcinha você está usando agora? Não vale olhar! Devo confessar que nunca dei muita importância para que cueca eu estou usando, mas começo a repensar essa idéia. Agora trabalho na redação de uma revista feminina e vivo cercado pelos tipos mais estranhos e diferentes de mulheres e aos poucos vou aprendendo um pouco mais sobre este mundo misterioso e cheio de detalhes.
Em uma das discussões que rolaram essa semana na redação estava em pauta a cueca e a calcinha que você está usando quando vai transar. Fiquei impressionado com o quanto as mulheres se preocupam com isso. Todas foram categóricas em afirmar que se estiverem usando uma calcinha que seja surrada e com possíveis furos, têm grandes possibilidades de desistirem da transa.

Falei que nós homens não nos interessamos tanto assim com esses detalhes na hora H. Um pouco grosseiro, lasquei a célebre frase: o que importa não é a embalagem e sim o recheio. E essa é que é a verdade, não nos importamos tanto assim com a calcinha da mulher. Óbvio que uma calcinha mais legal, mais sexy, mais nova, pode melhorar a situaçåo e aquecer a relação, mas passando a fase do aquecimento tanto faz a roupa. O melhor é sem roupa nenhuma. Nunca me importei muito com a cueca que uso. Quando vou comprar normalmente dou preferência para aquelas de algodão que vêm num saquinho com 3 iguais com cores diferentes (geralmente branco, azul e bege) e que são confortáveis. Não apertando o bilau, tá no lucro. Guardo sempre umas samba-canção para o verão, para deixar o ar passar pela região. Para ocasiões especiais (tipo aniversário de namoro e essas coisas) procuro comprar uma nova, diferente, só para demonstrar que me importei com a ocasião.

Agora, sejamos sinceros. Se pintar uma transa, assim de última hora, com certeza não vou me preocupar se minha cueca tem furos, manchas, elástico frouxo ou qualquer outro tipo de defeito. Vou tratar de tirá-la o mais rápido possível e partir para o que interessa. Certamente não vou reparar em detalhes da calcinha da moça também. De que importa qual a cor ou o sabor da lingerie da moça? De que interessa se está furada (melhor ainda, dá para arrancar sem ter muito cuidado) ou com manchas de clorofina que alguma empregada desatenta deixou pingar? Tanto faz.

Mas para as mulheres, pelo menos aqui na redação, a importância do underwear parece ser maior que a do tesão. Por isso, se uma mulher recusar aquela transa louca que não havia sido prevista com certo aviso prévio, não se preocupe. Pode que nõ seja nada com você e sim com a calcinha dela!

Escrito por Gus Bozzetti às 11h24
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PRA TITIA



Hoje ouvi um pedaço de conversa entre duas mulheres na mesa atrás da minha no restaurante.
As duas conversavam sobre como está difícil arranjar namorado hoje em dia e reclamavam de que não namoravam ninguém fazia mais de 3 anos.
Constatação minha: as duas tinham mais de 30 anos (cada), feias e com um papo dos mais xaropes do mundo, sem contar esse lance amargo de achar que todo mundo é ruim, mas segue a história...
Uma delas, a que estava mais perto de mim, falou:
- No sábado até que aquele cara que chegou em mim era bonitinho, mas saquei que ele só queria me comer.
No ato a outra respondeu:
- Sim, mas também, como é que ele vai se apaixonar por ti se ele não te comer?

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?????????
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Eu ia tecer alguns comentários sobre a cena, mas desisti.

Escrito por Gus Bozzetti às 14h12
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I DON'T WANT WAIT IN VAIN

Ok.
Fiquei na obrigação. Não na obrigação, mas com uma vontade incrível de escrever alguma coisa para responder o lindo (LINDO!) post que a Lau pôs pra mim no fotolog dela.
Vamos contar a história do meu ponto de vista agora, tá bom?

Começa antes do que aquele dia que ela fala lá. Começa num show da Video Hits que aconteceu na SOGIPA. Eu tinha chegado de São Paulo, a recém acabado um namoro longo e legal e com muita vontade de encontrar os amigos. Durante o show vi aquela guria de cabelo preto tirando fotos da banda, mas não cheguei a prestar muita atenção. No final do show fui ao camarim, tomar umas cervejas e abraçar os guris por mais um show memorável (não eram todos os shows da VH memoráveis?). Lá no camarim estava ela de novo. Me detive por mais um tempinho agora olhando para ela. Pensei: Hmmm, bem gatinha.
Na saída do show ela estava lá de novo, perto da van da banda, conversando com o Bisogno. Comentei com um dos guris da banda (não lembro se o Diego ou o Gusta) que ela era uma gatinha e perguntei quem era. A resposta foi algo tipo: Ih! é pegadinha do Bisogno. Como o que eu menos queria naquele momento era me envolver com alguém e arranjar mais confusão, deixei prá lá. Voltei para São Paulo 2 dias depois.

OITO MESES DEPOIS.

Eu estava de volta a Porto Alegre. Era 2002. Devia ser uma quinta-feira e eu fui ao cinema sozinho (como eu ia ao cinema sozinho em 2002!) lá no Guion. Não lembro que filme assisti. Na saída do filme vi que havia umas 3 chamadas não atendidas no meu celular. Era o Grampá. Liguei pra ele e ele disse: Bah Gus, tamo no móveis com umas gatinhas, vem prá cá.
Hmmm.... cerveja e gatinhas? Vamos!

Quando cheguei lá vi que aquela guria que eu tinha achado gatinha oito meses atrás estava na mesa. Não tive dúvidas em sentar perto dela. Em pouco tempo estávamos conversando como velhos amigos. Rolou uma coisa muito forte desde a primeira vez. Sabe aquela coisa de sair faíscas? Pois é, só que não eram umas faíscas nervosas, era algo calmo, sutil... quase mágico.

Em alguns dias não convidávamos mais ninguém pra sair conosco, saíamos só os dois. Até porque seguir o nosso ritmo de sair todas as noites não é pra qualquer um.

Nessa época a minha cabeça era um amontoado de dúvidas sem tamanho. Será que eu devia voltar pra São Paulo? Será que eu devia tentar voltar com minha ex-namorada? Será que publicidade é o que eu quero fazer profissionalmente? Será que eu devo beijar a Lau? OPA! De onde veio esse pensamento. Foi mais ou menos assim a primeira vez que pensei nisso. Meio sem querer. Sem querer-querendo, como diria o Chaves.

E então ficamos assim, cada vez mais amigos. Cada vez mais próximos, mas ao mesmo tempo mais distantes de ficarmos um com o outro.

Daí eu me lembro que foi bem no dia do meu aniversário que várias das minhas dúvidas se resolveram. Decidi que eu queria ficar em Porto Alegre, que eu não queria ser publicitário e que eu não tentaria mais voltar com a ex. Tudo isso porque eu queria ficar com a Lau. Desse dia até consumar o fato, passou mais um mês.

No dia seguinta a gente ter ficado pela primeira vez (numa noite em que ficamos completamente bêbados de gelatina de VODCA) ela apareceu lá em casa com uma cara de cachorro que fez cocô na sala. Daí ela me perguntou como seria dali pra frente, já que a gente tinha ficado na noite anterior. Em uma fração de segundo, passou muita coisa pela minha cabeça, mas de uma coisa eu tinha certeza absoluta e então falei: por mim a gente tá namorando.

Na verdade estávamos namorando desde que nos conhecemos aquele dia no móveis, mas levou um tempo até o Kid e o Kei me liberarem.

Agora faz quatro anos daquela noite e quase todas as dúvidas continuam... devo ir pra São Paulo? Devo continuar na publicidade? Mas de uma coisa eu tenho certeza, quero casar com a Lau e beijar ela todos os dias.



Escrito por Gus Bozzetti às 11h51
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PARIS NÃO É AQUI



“O atual problema nasce de um sistema educacional falho, que lança no mercado jovens que sem as habilidades necessárias, combinado com leis trabalhistas rígidas que desestimulam a criação de vagas porque requerem benefícios extremamente caros e pacotes de segurança no emprego que tornam quase impossível a demissão.”

Não. Não é do Brasil que estamos falando aqui. É da França. Assim como aqui, lá também existem problemas básicos para a manutenção do país. A grande diferença:

“Os protestos de quinta-feira levaram centenas de milhares de pessoas para as ruas da França e em alguns locais, principalmente em Paris, tornaram-se violentos. Na capital, a polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para conter os manifestantes que atiravam pedras, e 187 pessoas foram detidas.”

Aqui só saímos pra rua quando o Collor chutou o balde e, mesmo assim, só porque a Globo mandou.


Escrito por Gus Bozzetti às 14h04
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FIGHT CLUB



Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate, so we can buy shit we don't need.

Tyler Durden | Fight Club

Escrito por Gus Bozzetti às 18h35
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